quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem mudar o tom e o timbre, desculpe a fra(n)queza?
tens-me tua refém, fez sequestro de minhas vontades,
vivo tal qual na síndrome agradeço de ti tudo que posso,
aflição desmedida à ausência e felicidade à tua presença,
a alegria esfuziante de receber tuas desejadas reticências,
das tuas entrelinhas benditas já escrevi uma coletânea,
rotulei de Ela entre as linhas de desejos todos só meus,
nos teus carinhos a verdadeira residência de minha saudade,
por teu beijo enorme sou tragada, saciadas minhas vontades,
reforço em ti minhas antíteses aperfeiçoou-me em omissões,
de tudo que poderia ser dito, aclamo o nosso subentendido,
já não tenho carências, pois de alguma forma estou plena,
pois que nem na ausência há falta, então sempre completa,
renovada, pois só do teu nome sou um novo botão a cada dia...

*Melina Coury*.