domingo, 28 de junho de 2009

É isso Beibeee...

Sou a ausadia pagã numa quarta feira de cinzas.

Cinzas do teu corpo queimado pelo meu fogo atróz

mordaz

terno

e ingênuo.

Sou a súplica pelo vento que apazigua o calor do verão.

Verão instalado nas retilâncias da minha carne branca

santa

pura

e profana.

Sou a desnecessidade do descanso de um domingo vazio.

Vazio que absorve minhas veias outrora alimentada pelo teu sangue
azul

salgado

venenoso

e infantil.

Sou a mulher nascida depois da morte da esperança cor de rosa.

Rosa jogada no túmulo do nosso amor amedrontado

inseguro

demasiado

e viril.


[ Não me deixe, vc que nunca se foi, embora nunca tenha estado aqui comigo!]

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